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24/08/2009

ENTER


criada por Heloisa Buarque de Hollanda,
a partir daqui.

24/07/2009

TEXTO-AL

O Texto-Al, Grupo Literário do Algarve, é um grupo informal de pessoas unidas pelo interesse e paixão pela literatura.

03/06/2009

EL PODER DE LA PALABRA

.
Retrato de una dama (fragmento)
" Qué mejor don podía darse en una compañera que el de una mente vivaz, imaginativa, que le ahorrara a uno repeticiones y reflejara el propio pensamiento en una superficie pulida, elegante? Osmond detestaba ver su pensamiento reproducido al pie de la letra -así parecía rancio y tonto-; prefería que ganase frescura en la reproducción, como la letra en la música. Su egocentrismo no había tomado nunca la cruda forma de desear una mujer sosa; la inteligencia de esa dama tenía que ser una fuente de plata, no de barro -una fuente que él pudiese colmar de frutas maduras, a las cuales prestaría un valor decorativo-, de suerte que la conversación pudiera ser para él algo así como un postre servido. En Isabel encontraba la calidad argéntea de esa perfección; podía tocar en aquella imaginación con los nudillos y hacerla resonar. "

27/04/2009

OFÍCIO DIÁRIO

25 de Abril

O longamente esperado dia
de todas as promessas e intenções
chegou enfim vestido de poesia
e de flores e canções.
.
Mas depressa o nevoeiro
toldou o que era puro e era inteiro,
mostrando que não trazia
no seu bojo nenhum Sebastião
capaz de exorcizar a sensação
de letargia.
.
E no entanto ficou como fronteira
das nossas vidas
desde aí para sempre divididas
de tal maneira
que amiúde a conversa nos impele
a falar do antes e depois dele.
.
Torquato da Luz

21/04/2009

AO ENTARDECER

Fotografia de Hélder Gonçalves

Ao entardecer, debruçado pela janela,
E sabendo de soslaio que há campos em frente,
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde.
.
Que pena que tenho dele!
Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas cousas,
É o de quem olha para árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos...
.
Por isso ele tinha aquela grande tristeza
Que ele nunca disse bem que tinha,
Mas andava na cidade como quem anda no campo
E triste como esmagar flores em livros
E pôr plantas em jarros...
-----------------------

Al atardecer, asomado por la ventana,
Y sabiendo de soslayo que hay campos en frente,
Leo hasta que me arden los ojos
El libro de Cesário Verde.
.
¡Que pena tengo de él!
Él era un campero
Que andaba preso en libertad por la ciudad.
Pero el modo en que miraba hacia las casas,
Y el modo como reparaba en las calles,
Y la manera como daba por las cosas,
Es el de quien mira hacia los árboles,
Y de quien desciende los ojos por el camino por donde va andando
Y anda reparando en las flores que hay por los campos...
.
Por eso él tenía aquella gran tristeza
Que él nunca dijo bien que tenía,
Pero andaba en la ciudad como quien anda en el campo
Y triste como aplastar flores en libros
Y poner plantas en jarros...
.
F E R N A N D O P E S S O A

17/04/2009

HARTZ

Para él
quiero una muerte lenta,
que oigan sus lamentos
las montañas y valles.
Que se llenen los ríos,
mares, pozos y lagos
de finos hilos rojos.
Que vean las estrellas
cómo se agota el ánimo,
cómo el latir se apaga.
Quiero vengarme hoy
que mi apetito sólo
desea devorarle.
.

[Pesquisando para encontrar material acerca da revista digital de poesia HARTZ verifiquei que já tinha publicado este poema no Absorto.]

14/04/2009

blog com palavras ao fundo

anoitece. o céu é de sangue.
sob o grafismo luzente
do sol nas águas, assim também o mar.
num silêncio pesado
toma para si as dores de todos os que nele
viveram ou morreram em mágoa.
a noite é de luto.
meu olhar distante evoca a nau
em que embarcarei meu coração.
.
longe pressinto a respiração do meu destino.

09/04/2009

LINHA DE CABOTAGEM III

Quando os verdes se impõem
há na cidade um silêncio
de escalas

cada planta inviolável
a melodia onde assento o teu rosto.

07/04/2009

PEQUENA ANTOLOGIA DE POETAS NEOLATINOS


Só, incessante, um som de flauta chora,
Viúva grácil, na escuridão tranqüila,
- Perdida voz que de entre as mais se exila,
- Festões de som dissimulando a hora.

Na orgia, ao longe, que em clarões cintila
E os lábios, branca, do carmim desflora...
Só, incessante, um som de flauta chora,
Viúva, grácil, na escuridão tranqüila.

E a orquestra? E os beijos? Tudo a noite, fora,
Cauta, detém. Só modulada trila
A flauta flébil... Quem há de remi-la?
Quem sabe a dor que sem razão deplora?

Só, incessante, um som de flauta chora....

Camilo Pessanha

05/04/2009

O LIVRO DOS SERES IMAGINÁRIOS

A PARTIR DE HOJE APRESENTO SITES E BLOGUES DE POESIA POR ESSE MUNDO INFINITO.