26/06/2008
25/06/2008
Epigrama
Mesmo que não me apeteça
Passar o ano
O ano passa por mim!
31/12/2007
[25 Poemas. Selecção de poemas escritos, a lápis, nas páginas do livro “Toda a Poesia”, de Ferreira Gullar, 15ª edição, José Olympio, Editora.]
23/06/2008
MORREU O ALBERTO DE LACERDA
Alberto de Lacerda
Morrer nos últimos dias de Agosto
Oh Lacerda! Não lembra ao diabo,
Embora se morra em qualquer mês
Que tal como nascer é um mistério.
Morrer é natural tanto dá ser longe
Ou perto e não vale a pena chorar
Pelos poetas esquecidos deixá-los
Lá onde escolheram morrer livres
27/8/2007
[Poema escrito aquando da notícia da morte
de Alberto de Lacerda, publicado, com júbilo,
pela preservação do seu espólio.]
Morrer nos últimos dias de Agosto
Oh Lacerda! Não lembra ao diabo,
Embora se morra em qualquer mês
Que tal como nascer é um mistério.
Morrer é natural tanto dá ser longe
Ou perto e não vale a pena chorar
Pelos poetas esquecidos deixá-los
Lá onde escolheram morrer livres
27/8/2007
[Poema escrito aquando da notícia da morte
de Alberto de Lacerda, publicado, com júbilo,
pela preservação do seu espólio.]
22/06/2008
SEM TÍTULO
Não posso escrever já como aqueles
primeiros poemas intencionais pelos
meus trintas e tais escritos com sangue
derramado pela morte da paixão
cantando à-vontade a esperança
de uma nova alvorada de afectos
que mais me consumiam o ventre
e todos os medos com doenças dentro.
Não posso escrever os versos iguais
àqueles que escrevi por esses dias
mágicos de angústias fatais, longe
vão os sonhos, longe vão os tempos
de cantar a vida sem destino à vista
a certeza da eternidade com futuro
aventura percorrida sem a dúvida
de, por fim, encontrar a felicidade.
29/12/2007
[25 Poemas. Selecção de poemas escritos, a lápis, nas páginas do livro “Toda a Poesia”, de Ferreira Gullar, 15ª edição, José Olympio, Editora. Surge fora da ordem cronológica por erro.]
19/06/2008
Ano novo: 2008
Ouço o mar
lá longe
sob o céu.
Ouço o silêncio
gotejar
na noite espessa.
É tarde
(mas não me canso)
como no tempo jovem
hoje um ribeiro manso.
Depois de amanhã
nasce um ano novo.
30/12/2007
[25 Poemas. Selecção de poemas escritos, a lápis, nas páginas do livro “Toda a Poesia”, de Ferreira Gullar, 15ª edição, José Olympio, Editora. Poema já antes publicado mas que pertence a esta série.]
18/06/2008
SEREI CAPAZ DE ESCREVER
Holly Roberts
Serei capaz de escrever tal como escrevia
no tempo de todas as esperanças, coração
aberto à viagem, sorver tempo sem temor
dos medos, crente na universal sabedoria.
O que creio hoje é quase nada, a natureza
que me rodeia, a finitude da paixão, a ida
ao fundo da memória e rostos dentro dela,
mãos que ainda vejo, suas veias salientes
a deslizar ao longe, o tempo já esvaziado,
reflexos cintilantes do verão, maduro sol
do passado. Oiço as vozes gritar presente
vermelhas crentes, minha terra perfeita.
23/05/2008
Serei capaz de escrever tal como escrevia
no tempo de todas as esperanças, coração
aberto à viagem, sorver tempo sem temor
dos medos, crente na universal sabedoria.
O que creio hoje é quase nada, a natureza
que me rodeia, a finitude da paixão, a ida
ao fundo da memória e rostos dentro dela,
mãos que ainda vejo, suas veias salientes
a deslizar ao longe, o tempo já esvaziado,
reflexos cintilantes do verão, maduro sol
do passado. Oiço as vozes gritar presente
vermelhas crentes, minha terra perfeita.
23/05/2008
15/06/2008
Deixei a tal conversa suspensa
Deixei a tal conversa suspensa
A surpresa suspensa na conversa
Com ela suspensa na surpresa
Deixei por uns dias a conversa
Suspensa na certeza que a surpresa
Com ela nunca será uma conversa.
29/12/2007
.
[25 Poemas. Selecção de poemas escritos, a lápis, nas páginas do livro “Toda a Poesia”, de Ferreira Gullar, 15ª edição, José Olympio, Editora.]
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