18/11/2010
03/11/2010
20/09/2010
CULPABLE DE AMOR

Fotografia de Hélder Gonçalves
hartz
La ciudad te prefiere para la insurrección; hoy serás verdadero. Todo el mundo hace fuerza, compite y se desquicia despreciando al vecino, o a famosos sin fondo que no importan a nadie. Hay gente haciendo cuentas para ver lo que gastas, lo que vas a ganar, clasificando el brillo de tus ojos en una entre cuarenta y cinco calidades de vida. Pero ellos no entienden. Sólo miden el barro, sólo estudian lo que no tiene importancia. Pero hay algo más.
Debajo de cada perfil, de cada rostro, más allá de sus dotes y sus títulos, por detrás de su acento y de la perfección de su piel, existe una persona. ¿Porqué nos olvidamos? Selva santa y oscura, y luminosa de su corazón, su pasado y sus gestos, cuando nos la encontramos en su desnudez, podemos aceptarla. Entrar en ese bosque con el tacto sagrado, reconocer los vientos dominantes, beber su vibración y su energía.
Vas a ser el primero. Vas a entrar en la máquina vorágine de la ciudad y vas a abrir caminos. Vas a ver simplemente. Personas como simples sonidos, pabellones de ser de fondo sordo, como infinitas caracolas. Pon en ellas tu oído. Acepta su otro espacio. A alguna amarás; las amarás a todas. Alguna sabrá verte, igual sepa escucharte. Entrará en tu cadencia, en tu espacio de onda. Amarás cuesta abajo. Te habrás emancipado. Y por tu desobediencia serás declarado culpable, culpable de amor y tu condena será la libertad, pero entonces tú ya no tendrás miedo.
JUAN ANTONIO MARÍN
hartz
28/08/2010
A noite
22/08/2010
Palavras

Missy Gaido Allen
Palavras, letras organizadas que deslizam
Ao longo de minha boca sussurradas tais
Flores de cores vivas enchendo canteiros
Plantados na minha memória rosas ternas
Cheiro à terra de horizontes indecifráveis
E as mãos firmes que me prendem à vida
Como as vejo hoje cansadas de ser assim
Palavras, um mundo de gente em silêncio
22/08/2010
Palavras, letras organizadas que deslizam
Ao longo de minha boca sussurradas tais
Flores de cores vivas enchendo canteiros
Plantados na minha memória rosas ternas
Cheiro à terra de horizontes indecifráveis
E as mãos firmes que me prendem à vida
Como as vejo hoje cansadas de ser assim
Palavras, um mundo de gente em silêncio
22/08/2010
16/08/2010
Tantas emoções

Tantas emoções na terra de ninguém
Incessante busca no interior de mim
Um corpo que responde e desespera
E se assusta de si, descobrindo além
Na carne de que é feito um outro eu
E rejubila na quebra dos anos afinal
Os primeiros do fim memória suave
Onde cabem todos os afectos novos
Sobrepostos aos antigos mortos sem
Rosto nem moldura tão pouco rastro
16/08/2010
21/07/2010
"Glosa à chegada de Godot" (excerto)

Do que não desespero é muito pouco
fugaz e breve e, sem que se repita,
de não se repetir, retorna sempre.
.....
É desespero tudo, mas repete-se
tão sem se repetir, tão sempre de outros,
tão noutros e com outros que esperamos
o mais que ainda virá. Às vezes nada.
O Sim. O Não. Um simples hesitar.
Às vezes muito pouco. O pouco. O muito.
O desespero é fácil tal como esperar.
"Glosa à chegada de Godot" (1959), in Post-Sriptum
Jorge de Sena
fugaz e breve e, sem que se repita,
de não se repetir, retorna sempre.
.....
É desespero tudo, mas repete-se
tão sem se repetir, tão sempre de outros,
tão noutros e com outros que esperamos
o mais que ainda virá. Às vezes nada.
O Sim. O Não. Um simples hesitar.
Às vezes muito pouco. O pouco. O muito.
O desespero é fácil tal como esperar.
"Glosa à chegada de Godot" (1959), in Post-Sriptum
Jorge de Sena
Subscrever:
Mensagens (Atom)

.jpg)
