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Assim me equilibro em cima de uma linha
Ora tensa ora bamba olhando em frente
Por entre finos espaços nos quais confio
E estremeço só de pensar um momento
Que de confiar não é feita a vida da gente
Assim deslizo à tona da água das levadas
Ora límpida ora barrenta tal como a terra
De que é feita a carne que me sustenta
E me tem de pé neste equilíbrio instável
A caminhar além dos confins da memória
2/1/2008
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