17/01/2009

A MINHA ALEGRIA NÃO TEM FIM

“Março.
A minha alegria não tem fim.”

“Mars.
Ma joie n´a pas de fin.”*



A minha alegria não tem fim

na calma terna que se espraia


margem de ternura solidária

na cidade iluminada a alecrim


a minha alegria não tem fim

na vereda deserta e silenciada


seduzindo a ruína despojada

dos teus lábios rosa em mim


a minha alegria não tem fim

cidade de teu corpo povoada.


* Citação de 1936, in versão portuguesa dos Cadernos de Albert Camus – Caderno Nº 1 (Maio de 1935 – Setembro de 1937) - página 22, edição Livros do Brasil; in versão original francesa “Carnets (Mai 1935 – Décembre 1948) ” – “Cahier I (Mai 1935 – septembre 1937) – página 804, Oeuvres complètes – II.

Publicação dos poemas insertos no livro (micro edição): “Há um momento em que a juventude se perde. É o momento em que os seres se perdem. E é preciso saber aceitar. Mas esse momento é duro.” Ilustrados com desenhos de meu filho Manuel pelos seus dez anos. Acrescenta-se a epígrafe na língua original e uma nota com a indicação das fontes bibliográficas.

1 comentário:

Eduardo Aleixo disse...

Eduardo Graça

Foi com muito prazer, muita ternura e muita amizade que postei um poema teu no meu blogue. Acredita que me sinto muito honrado. Recebe um abraço.
Eduardo