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13/12/2007

Sena, Jorge

Posted by PicasaFotografia daqui

Mais longe, o que é mais longe?
Ficar no lugar, que é ficar perto?

Sena, Jorge, o homem de letras
esse mesmo que a marinha expulsou,
pai de muitos filhos, emigrante, poeta
quase eterno, amante de várias
Pátrias, morreu longe da sua,
mas nunca a esqueceu, antes quis
ser amado por ela
e ela, ingrata, o renegou.

27/7/2007
.
[“Vinte Poemas de Cuba” (20). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

06/12/2007

Posted by PicasaBarbara Morgan

Compreendo os seus cuidados.
O que lhes alentava a vida era
eu, talvez pouco, talvez muito,
um mundo no qual o filho que
lhes sobrava do quotidiano não
sonhava a vida na mesma cor
que conheciam, sobreviventes
das injustiças do mundo, sinto
o meu futuro vazio pleno deles

27/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (19). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

28/11/2007

"Como íamos dizendo ..."

Posted by PicasaJoseph Mougel

“Como íamos dizendo …”

O que espero poder dizer
um dia, mais cedo que tarde,
quando a justiça se despachar
de seus enredos imundos
nem que seja por um minuto
na cara dos assassinos impunes.

26/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (18). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba. O verso em epígrafe foi tomado do poema “Madrigal de Las Altas Torres” que reproduzirei de seguida conjuntamente com a nota que o autor escreveu para a edição da Poesia III que tenho vindo a citar.]

23/11/2007

ESTAS PRAIAS

Posted by PicasaDavid Alan Harvey

Estas praias e suas águas verdes
transparentes, areias de marfim,
perderam o povo que as não vê.
Estas praias e o mar que as beija
de águas tépidas, beleza sem fim,
foram vendidas, entendo porquê!

26/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (17). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

20/11/2007

SOMENTE

Posted by PicasaTria Giovan

Somente o rosto limpo escreve
a história, triste entre ruínas,
deixa-se fotografar para mais
tarde, a morada é a do lugar.
Somente por correio normal,
e a questão da liberdade aflora
numa frase docemente crítica:
“correo electrónico no lo ha”!

26/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (16). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

15/11/2007

CIDADE VELHA

Posted by PicasaRicardo López

A cidade velha imóvel ostenta
sua antiga grandeza arruinada
A revolução passou por aqui
e morreu jovem do povo separada
A cidade velha mostra seu ventre
de outros cobiçado e o herói assassinado
se vende em moedas posters e canções
dedilhadas que suplicam liberdade

26/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (15). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

10/11/2007

Um filho é tudo

Posted by PicasaDesenho do meu filho Manuel Maria, Agosto 2003

Dorme cedo, é quente
aqui onde me encontro
Ganhou formas de homem
rosto sereno nariz adunco
Igual e diferente, fiel
nos afectos, um filho é tudo

25/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (14). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

04/11/2007

PORQUE ESCREVO (II)


A volúpia dos sentidos
O tempo e o desgosto
Uma página virgem
Os pontos em Julho
As vírgulas em Agosto
A viagem ao passado
Sem mover um pé
Com títulos a gosto
E notas de rodapé!

25/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (13). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

01/11/2007

PORQUE ESCREVO (I)


Escrever para quê?
É como o pó que piso
Areia fina mármore liso
Escrever para quê?
É como supor que existo
E para alguém sobrevivo
Escrever para quê?
Minto. É como acreditar
Que a eternidade existe

25/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (12). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

26/10/2007

À BEIRA DO ATLÂNTICO

Posted by PicasaAdolfo Carli

À beira do Atlântico o mar do sul
abrasa a carne mais que a vida.
À beira do Atlântico fala-se outra
língua, acre, ora livre ora tolhida,
entre sorrisos de dentes brancos.
À beira do Atlântico o ar ardente,
carregado de salmoira, marulhar
reluzente lembra-me outro mar.

25/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (11). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

21/10/2007

EPIGRAMA (II)


Uma boa notícia chegou de longe,
num dia qualquer e tarde demais
far-se-á justiça; e regresso a casa.

24/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (10). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

17/10/2007

EPIGRAMA (I)

Posted by PicasaJohn Chervinsky

Gostava de ser exacto, preciso e conciso.
E a vida? Onde encontrar lugar para a vida?

24/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (9). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba. Este e o próximo escritos na contra página de uma série intitulada epigramas.]

12/10/2007

TÃO TARDE

Posted by PicasaKerry Skarbakka

Escrevo tão tarde sem antes
me ter dado conta de quão tardia
era a minha vontade de dar forma
de versos ao que do passado havia
feito o labirinto que me habita.

24/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (8). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba. Editado, em simultâneo, no absorto.]

09/10/2007

DEZ VERSOS

Posted by PicasaDane Shitagi

O que nos mata é solidão povoada.

É estarmos juntos e separados
É sermos sós, mesmo ajuntados
É nada dizer de olhos lavados
É ouvir outros na voz dos amados
É sentir solidão sendo povoados.

O que nos mata
é tanta gente enchendo a solidão.

Assim envoltos de gente em revolta
Ausente do presente que lhe falta
Sermos crentes no porvir a perfeição
O que é afinal o que que nos mata?
Solidão povoada é o que nos mata.

24/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (7). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba. Neste caso tomando, como epígrafe, dois versos do poema “For whom the bell tolls, com incidências do “cogito” cartesiano”, de 23/8/1965].

03/10/2007

À VISTA DO MAR

Posted by PicasaMarialuisa Morando

À vista do mar, ao longe
ecoam os sons antigos
À vista do mar, as águas
desenham os sons amigos
À vista do mar, ao perto
da miséria sobram sorrisos
À vista do mar, os tons
azuis reluzentes postigos

24/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (6). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

01/10/2007

AMBIENTES

Posted by PicasaCig Harvey

O vento corre perfeito
a borda do mar aquieta
e desenha o fresco da manhã
como uma limonada seca
que se bebe de um golo
e a faca limpa o fruto

24/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (5). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

27/09/2007

APÁTRIDA

Posted by PicasaWhitney Hubbs

Vistos de longe os trastes esquecem
tornam-se um ponto morto, me-
mória que se devorou a ela pró-
pria, a vida torna-se presente sem
passado, como te compreendo bem,
os versos apátridas são o teu
autêntico cântico nacionalista
contra o esquecimento da própria
voz que fala a língua já esquecida

23/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (4). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

24/09/2007

MAR

Posted by PicasaIlustração daqui

O mar profundo é igual a todos
os mares menos o ar adocicado
que se derrama salgado e grosso
tomando todas as cores tropicais
quando pela tarde alta declama
uma sinfonia de reluzentes raios
e subitamente a chuva irrompe
inundando a terra do mar ao cais

23/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (3). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

13/09/2007

TEMPO

Posted by PicasaFernando Delgado - Cuban-American, b.1957

Não sei ao certo se ainda sonho
Realizar algum projecto não sei
Ao certo o tempo que me sobra
Do tempo gasto não sei ao certo

23/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (2). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]

11/09/2007

CONTRADIÇÃO

Posted by PicasaTria Giovan

Se chegamos longe o tempo
por vir se encurta
Se vemos mais além o silêncio
muda de qualidade
Se amamos a liberdade porém
que fazer sem ela?

23/7/2007

[“Vinte Poemas de Cuba” (1). Escritos a lápis nas páginas do livro “Poesia III”, de Jorge de Sena, nos dias de uma visita a Cuba.]